Da Agência Fenae

PCS/PCC, isonomia, jornada de seis horas, tiquete e cesta-alimentação para os aposentados, recuperação do poder de compra dos salários e contratação imediata serão alguns dos itens da pauta de reivindicações específicas na Caixa

“O empregado da Caixa é bancário e tem especificidade”. Este princípio norteou a plenária final do 23º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado em 30 e 31 de julho, na capital, que definiu a pauta de reivindicações específicas a ser negociada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) – Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) com a direção da empresa, durante a campanha salarial de 2007. Este ano o Conecef reuniu 180 delegados da ativa e 40 delegados aposentados.
O eventou integrou o calendário da 9ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que aprovou a mesa única com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para temas gerais e mesas de negociações permanentes por banco para temas específicos.
Uma das resoluções mais importantes foi a mudança do formato do Conecef, que a partir do próximo ano ocorrerá fora do momento da conferência nacional da Contraf/CUT, sendo precedido por congressos estaduais e regionais. A data proposta para a sua realização é o primeiro semestre, ficando mantida a cota de 30% de gênero.
No próximo Conecef, os delegados ativos e aposentados serão eleitos na proporção de 1 para cada 300 empregados, com o objetivo de aumentar a participação de bancários da base e de melhor preparar a campanha salarial unificada a ser deflagrada pela Contraf/CUT, com pauta específica concomitante.
No decorrer da campanha salarial deste ano, a mesa de negociação específica com a direção da Caixa priorizará reivindicações como Plano de Cargos e Salários/Plano de Cargos Comissionados (PCS/PCC), isonomia para todos com foco nos técnicos bancários, jornada de seis horas, tíquete e cesta-alimentação para os aposentados, recuperação do poder de compra dos salários e contratação imediata.
As questões relacionadas à saúde, melhores condições de trabalho, Funcef e segurança bancária também serão priorizadas nas negociações permanentes.
Foi aprovada ainda a realização de um encontro nacional por isonomia, com representantes eleitos em encontros estaduais. Os delegados do 23º Conecef também decidiram promover um seminário nacional para discutir o Saúde/Caixa, doenças ocupacionais e PCS/PCC. Outro foco reafirmado foi o da atuação da Caixa como banco público e como agente de políticas sociais, assunto debatido com ênfase durante o painel “A Caixa e o desenvolvimento econômico e social do País”. Esse painel abriu os debates do Conecef, em 30 de julho, e contou com a participação de José Carlos Alonso (diretor-presidente da Fenae), Jorge Fontes Hereda (vice-presidente de Governo da Caixa) e Ana Rosa Ribeiro de Mendonça (economista da Unicamp).
O item contratação de pessoal foi um dos temas centrais do 23º Conecef. Neste particular, uma das propostas aprovadas prevê a extinção do processo de terceirização, com imediata substituição por concursados: proporção de um por um. O Conecef, inclusive, deu respaldo para que o movimento sindical e associativo deflagre debate acerca de problemas decorrentes da carência de mão-de-obra na Caixa. Esta luta será encarada como prioritária e se somará com a campanha “Mais empregados para Caixa – Mais Caixa para o Brasil”, proposta pela Fenae e pelas APCEFs.
Os delegados do 23º Conecef manifestaram, por fim, posição contrária à privatização do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). Cinco moções foram aprovadas: duas de apoio (retomada dos comitês em defesa dos bancos públicos estaduais e federais e iniciativa da Caixa em relação ao meio ambiente) e três de repúdio (nomeações políticas na Caixa, redução da venda de produtos da Caixa Seguros pelos empregados e agressão da administração do Amcham Business Center – local onde ocorreu a conferência nacional da Contraf/CUT e o Conecef – contra uma artesã).

Compartilhe: